Em 2012, São Paulo registrou o maior volume de investimentos anunciados

A Piesp identificou 600 investimentos anunciados para o Estado de São Paulo em 2012, totalizando US$ 59,8 bilhões, o maior montante anual desde 1998, quando se iniciou a pesquisa. Isso representa um crescimento de 22,0% em relação a 2011 e 80% em comparação ao montante apurado em 2007, ano que precedeu a crise financeira mundial.

PRINCIPAIS DESTAQUES:

Cerca de 66% dos recursos (US$ 39,3 bilhões) envolveram investimentos em infraestrutura, especialmente na área de transportes, superando em mais de quatro vezes o valor alcançado em 2011.

O setor de serviços representou outros 20% (US$ 12,0 bilhões), com destaque para as atividades imobiliárias, os serviços financeiros e os de informação.

Na indústria, com participação de 13% (US$ 7,6 bilhões), as inversões foram lideradas novamente pelo ramo automotivo, vindo, a seguir, os de metalurgia e de papel e celulose, que também registraram montantes superiores a US$ 1 bilhão.

O porcentual direcionado ao comércio permaneceu ao redor de 1% dos recursos (US$ 721 milhões), divididos entre os ramos de atacado e varejo.

Os investimentos se concentraram na Região Metropolitana de São Paulo e na Região Administrativa de Campinas, responsáveis por 68% do valor anunciado. A RMSP encabeçou o ranking regional, com 42% do total do Estado (US$ 25,0 bilhões), enquanto a vice-liderança coube à RA de Campinas (16%, ou US$ 9,4 bilhões). Na sequência, vêm as outras integrantes da macrometrópole paulista – Baixada Santista, São José dos Campos e Sorocaba – e, ainda, a RA de Bauru; juntas, essas quatro regiões acumularam participação de 12% (US$ 7,3 bilhões). Um quarto das inversões (US$ 15,2 bilhões) destinou-se ao agrupamento denominado Diversos municípios, sem a discriminação do valor do investimento para cada localidade.

A RMSP obteve a maioria dos recursos relacionados à infraestrutura (44%) e aos serviços (60%). Na indústria, a participação mais acentuada foi alcançada pela RA de Campinas (24%), seguindo-se as regiões da Baixada Santista (16%), São José SEADE 2 dos Campos (16%), Bauru (16%) e Sorocaba (10%). No comércio, quase metade dos investimentos distribuiu-se entre a RMSP (24%) e a RA de Campinas (18%).

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