Investimentos anunciados para São Paulo alcançam US$ 4,8 bilhões no 3º trimestre de 2017

 Segundo melhor resultado trimestral desde o final de 2015, somente inferior ao dos três primeiros meses de 2017.

 Relativamente ao trimestre anterior, a expansão foi de 18,0%.

 Na comparação interanual, investimentos avançaram 96,8%.

 Valor acumulado nos três trimestres de 2017 (US$ 16,1 bilhões) representa mais que o dobro do montante anual de 2016 (US$ 8,0 bilhões).

 No confronto dos últimos quatro trimestres com os quatro trimestres anteriores, houve redução de 5,6%, porém foi a menor queda desde o segundo trimestre de 2015.

 Entre os setores, a liderança coube à infraestrutura, com quase dois terços do total do terceiro trimestre, relacionados especialmente ao transporte aéreo e ao segmento de eletricidade, além das atividades auxiliares dos transportes.

 Na sequência, vêm a indústria (16,7%), com destaque para os ramos automotivo e de celulose e papel, e os serviços (11,7%), em que sobressaem os recursos direcionados à saúde, ao alojamento e à educação.

 A distribuição regional dos investimentos anunciados revela forte concentração na Região Metropolitana de São Paulo (US$ 3,0 bilhões). Outros US$ 1,4 bilhão compreendem as regiões administrativas de Campinas, Sorocaba e Bauru.

No terceiro trimestre de 2017, a Piesp confirmou anúncios de investimentos, no total de US$ 4,8 bilhões. O valor acumulado entre janeiro e setembro já representa mais que o dobro do que a pesquisa apurou em todo o ano de 2016.

Quase dois terços dos recursos noticiados nesse trimestre dizem respeito ao setor de infraestrutura, em que sobressaem os US$ 1,5 bilhão da Azul, para aquisição de aeronaves, visando ampliar a oferta de voos internacionais. No segmento de eletricidade, os maiores investimentos foram divulgados pela AES Eletropaulo, para modernização da rede de distribuição elétrica em municípios da RMSP, e pela AES Tietê, para construção do Complexo Solar Bauru, em Guaimbê, aumentando sua capacidade de geração elétrica por meio de fontes renováveis. Outro empreendimento de vulto refere-se à implantação de um centro de distribuição em Louveira, pela Mercado Livre, uma das líderes do e-commerce, para oferecer serviços de logística (armazenamento, embalagem e transporte) aos vendedores que utilizam seu site para comercializar produtos.

Na indústria, evidenciou-se o ramo automotivo, especialmente pela instalação de linha de produção do novo modelo Yaris, pela montadora Toyota, em seu complexo fabril de Sorocaba. Também bastante expressivo foi o investimento anunciado pela Mercedes-Benz, para modernização da planta instalada em Iracemápolis. Outro subsetor de destaque foi celulose e papel, cujo único envolve a construção de uma fábrica de papelão ondulado, pela norte-americana Westrock, em Porto Feliz.

Os serviços foram liderados pelo subsetor de saúde, em que o maior investimento diz respeito à expansão do grupo hospitalar Beneficência Portuguesa, em São Paulo, com abertura de novas clínicas, distantes de seus hospitais. Na área de alojamento, destaca-se a implantação de hoteis em várias cidades paulistas, pelas redes Atlantica (Santo André), Accor (São Bernardo do Campo), Radisson (Campinas) e B&B (São Paulo e São José dos Campos). Além desses, no ramo da educação, têm-se os anúncios de entidades do sistema “S”, como a construção do centro educacional, cultural e esportivo do Sesc, no centro da capital, e a inauguração da escola de formação profissional do Senai, com ênfase nas tecnologias para a indústria 4.0, em São Caetano do Sul.

No grupo denominado Outros setores, todos os investimentos vincularam-se à agricultura, sendo que o de porte mais elevado foi divulgado pelo grupo São Martinho, para renovação dos canaviais e ampliação da produção de cana nas usinas instaladas em Américo Brasiliense, Pradópolis e Iracemápolis. Por sua vez, o maior volume de recursos associou-se ao ramo de atacado, cujo destaque foi a instalação, na zona leste de São Paulo, da Obramax, rede atacadista de materiais de construção, pertencente ao grupo francês Adeo, que também é proprietário da Leroy Merlin.

A distribuição regional dos investimentos no trimestre analisado revela forte concentração na Região Metropolitana de São Paulo (US$ 3,0 bilhões). Seguem-se, pela ordem, as regiões administrativas de Campinas (US$ 673,6 milhões), Sorocaba (US$ 451,6 milhões) e Bauru (US$ 221,7 milhões), além de Franca (US$ 31,9 milhões), São José do Rio Preto (US$ 29,2 milhões), Araçatuba (US$ 20,4 milhões), Barretos (US$ 20,1 milhões), Ribeirão Preto (US$ 11,5 milhões), Marília (US$ 5,1 milhões) e São José dos Campos (US$ 1,0 milhão). Nesse terceiro trimestre não foram confirmados investimentos específicos para as regiões de Santos, Central, Presidente Prudente, Itapeva e Registro. Já o agregado Inter-regionais, no qual se incluem os investimentos que envolvem municípios de várias regiões, sem a discriminação do valor para cada uma delas, totalizou US$ 260,0 milhões.

A participação das regiões nos setores de atividade mostra que a RMSP liderou os investimentos ligados à infraestrutura (78%), aos serviços (90%) e ao comércio (66%), enquanto a maioria dos recursos da indústria destinaram-se às regiões de Sorocaba (57%) e Campinas (32%).