Transporte aéreo e saneamento básico concentram mais da metade dos investimentos em 2015

Os US$ 30,8 bilhões anunciados para o Estado, em 2015, representaram redução de 15,7% em relação a 2014 (US$ 36,5 bilhões); no entanto, se convertidos em reais e deflacionados, os montantes aumentaram 9,1% (de R$ 97,4 bilhões para R$ 106,3 bilhões).

Os investimentos em infraestrutura alcançaram sua maior participação nos 18 anos da pesquisa (74,8%, que correspondem a US$ 23,0 bilhões). Na sequência, vêm os serviços (12,9%, ou US$ 4,0 bilhões), a indústria (11,2%, ou US$ 3,6 bilhões), o comércio (1,0%, ou US$ 306,3 milhões) e outros setores (0,1%, ou US$ 27,7 milhões).

O Estado tem papel fundamental na promoção dos investimentos em infraestrutura, uma vez que 24,0% deles estão ligados a empresas públicas.

Entre os grupos de atividades ligados à infraestrutura, os transportes mantiveram a liderança, que vêm registrando desde 2012 (68,4%, ou US$ 15,7 bilhões), sendo que a maioria dos recursos destinou-se ao transporte aéreo.

Os recursos para o saneamento básico ampliaram-se, entre 2014 e 2015, seja em valores absolutos (de US$ 5,0 bilhões para US$ 5,4 bilhões), seja em termos relativos (de 20,6% para 23,6%).

No mesmo período, recuaram os montantes destinados ao setor de serviços (de US$ 5,2 bilhões para US$ 4,0 bilhões), bem como sua participação no total (de 14,3% para 12,9%). Em 2015, o maior valor foi apurado nos serviços financeiros.

A indústria, por sua vez, teve retração mais intensa tanto em valores (de US$ 5,8 bilhões para US$ 3,5 bilhões), quanto em participação (de 15,8% para 11,2%). O principal anúncio do setor em 2015 vinculou-se ao ramo de celulose e papel.

Quase metade das inversões anunciadas destinou-se à Região Metropolitana de São Paulo (US$ 14,5 bilhões), que obteve a maioria dos recursos nos setores de infraestrutura (48,8%), serviços (70,4%) e comércio (55,3%), mas sua participação na indústria (10,7%) foi inferior à das regiões de Bauru (26,4%), Campinas (25,7%), Vale do Paraíba e Litoral Norte (13,6%) e Central (12,0%).

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